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domingo, 19 de junho de 2011

Prof. Greice, o retorno.




Após alguns meses sem novas postagens, decidi – novamente - colocar o blog em dia. Por algum tempo até pensei em criar um novo blog, já que “Alunos da Greice” parece restringir o público. Porém, creio que mesmo informalmente posso me considerar professora de qualquer pessoa que aprenda algo comigo.


Um dos motivos de não ter tido tempo para atualizar o blog se deve às pesquisas e ações - envolvendo arte, artesanato, meio ambiente e tecnologia - que participei. Por acreditar que seja um conteúdo de interesse geral, seja você meu aluno ou não, espero poder contribuir com minhas descobertas e atitudes.








Bjs da prof!

domingo, 18 de julho de 2010

BOB SHUT

Para quem ainda não sabia, eis a explicação do adesivo no meu notebook. Trata-se de uma homenagem/publicidade a uma das minhas bandas favoritas.
O que eles tocam? MÚSICA BOA!!!

A Bob ShuT teve início em 2005, em Caxias do Sul – RS. Em 2009 lançou seu primeiro CD, que foi contemplado pelo Fundoprocultura. (Eu tenho um autografado \o/)


Douglas Trancoso (voz e baixo)
Leonardo Vivan (guitarra)
Juliano Mengatto (bateria e voz)


Clique e assista os vídeos no youtube:
NO MEIO DA RUA (ao vivo)

Gostou? Então acesse www.myspace.com/bobshut e baixe as músicas da banda...
Ou leve um CD/PenDrive para a escola que eu mesma consigo para vocês!
Música boa é para ser ouvida...
Ah...O Douglas (ou Doug), foi quem fotografou a nossa apresentação no Iguatemi.

Shopping Iguatemi

Boa noite, tchurma...

Eu gostaria de agradecer a todos os alunos que compareceram no Shopping Iguatemi nesta tarde tããão fria para participar da apresentação do Projeto de Resgate Cultural/Familiar que estou coordenando em 4 turmas de 8ª série em duas escolas de Caxias do Sul.
Desde o começo todos levaram o trabalho muito a sério e na apresentação não foi diferente. Não que eu duvidasse, mas me surpreendi com a atuação de vocês.

Parabéns!!!

A ideia foi lançada.... já estou fazendo novos planos para o próximo semestre, aprimorando o trabalho já iniciado. Quem topa?


Material entregue para o público:


"Projeto de Resgate Cultural/Familiar -
Há dois meses mais de 100 alunos iniciaram um processo nostálgico: entrevistaram seus pais, tios e avós, descobrindo como era a vida em tempos passados. E hoje, aqui no Shopping Iguatemi, fazem sua apresentação baseada em atividades manuais e brincadeiras não mais comuns - talvez porque enquanto os netos ficam em frente ao computador, seus avós assistem televisão, tornando-se estranhos. Se esta apresentação lhe trouxe boas recordações, está convidado a colaborar com nosso projeto. Fale para alguma criança ou adolescente sobre como era a vida em tempos sem internet, videogame ou celular, e aconselhe-os, trocando experiências e saberes.
Contamos com você!"
______________

Agradecimentos: Douglas Trancoso (fotógrafo e músico) e Giovana Mazzochi (artista plástica e fotógrafa), grandes amigos desde a faculdade e que abraçaram a proposta do nosso trabalho, colaborando com o registro da apresentação.

Em breve postarei aqui as fotos e filmagens feitas por eles.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ATAQUE AÉREO NO EDA

Dia 07 de julho, uma linda tarde de céu azul e ensolarado... tudo parecia perfeito para mais uma aula na sala de artes a não ser por um pequeno detalhe...




A CHAVE DA SALA SUMIU!!!


Eis que surge uma solução...


Fazer aviões de papel!! Mas não qualquer avião...

Os alunos conheceram dois modelos de dar inveja. E deu certo!

(Clique na imagem e acesse o tutorial para produzir este avião)

sábado, 12 de junho de 2010

ARTE NAÏF e BODY ART - por Alisson N e Guilherme

ARTE NAÏF

É a arte da espontaniedade, da criatividade autêntica, do fazer artístico sem escola nem orientação, portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular.
Claro que, como numa arte mais intelectualizada, existem os realmente marcantes e outros nem tanto. Art naïf (arte ingênua) é o estilo a que pertence a pintura de artistas sem formação sistemática.
Trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos, nem nas tendências modernistas, nem tampouco no conceito de arte popular.
Esse isolamento situa o art naïf numa faixa próxima à da arte infantil, da arte do doente mental e da arte primitiva, sem que, no entanto, se confunda com elas.
Assim, o artista naïf é marcadamente individualista em suas manifestações mais puras, muito embora, mesmo nesses casos, seja quase sempre possível descobrir-lhes a fonte de inspiração na iconografia popular das ilustrações dos velhos livros, das folhinhas suburbanas ou das imagens de santos.
Não se trata, portanto, de uma criação totalmente subjetiva, sem nenhuma referência cultural.O artista naïf não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos das figuras que representa.Características gerais:· Composição plana, bidimensional, tende à simetria e a linha é sempre figurativa·
Não existe perspectiva geométrica linear.· Pinceladas contidas com muitas cores.
BODY ART
(arte no corpo)

DefiniçãoA body art, ou arte do corpo, designa uma vertente da arte contemporânea que toma o corpo como meio de expressão e/ou matéria para a realização dos trabalhos, associando-se freqüentemente a happenings e performances. Não se trata de produzir novas representações sobre o corpo – encontráveis no decorrer de toda a história da arte -, mas de tomar o corpo como suporte para realizar intervenções, de modo geral, associadas à violência, à dor e ao esforço físico.

Pode ser citado, por exemplo, entre muitos outros, o Rubbing Piece, 1970, encenado em Nova York, por Vito Acconci (1940), em que o artista esfrega o próprio braço até produzir uma ferida. O sangue, o suor, o esperma, a saliva e outros fluidos corpóreos mobilizados nos trabalhos interpelam a materialidade do corpo, que se apresenta como suporte para cenas e gestos que tomam por vezes a forma de rituais e sacrifícios. Tatuagens, ferimentos, atos repetidos, deformações, escarificações, travestimentos são feitos ora em local privado (e divulgados por meio de filmes ou fotografias), ora em público, o que indica o caráter freqüentemente teatral da arte do corpo. Bruce Nauman (1941) exprime o espírito motivador dos trabalhos, quando afirma, em 1970:

“Quero usar o meu corpo como material e manipulá-lo”


As experiências realizadas pela body art devem ser compreendidas como uma vertente da arte contemporânea em oposição a um mercado internacionalizado e técnico e também relacionado a novos atores sociais (negros, mulheres, homossexuais e outros). A partir da década de 1960, sobretudo com o advento da arte pop e do minimalismo, são muito questionados os enquadramentos sociais e artísticos da arte moderna, tornando-se impossível, desde então, pensar a arte apenas com categorias como pintura ou escultura. As novas orientações artísticas, apesar de distintas, partilham um espírito comum: são, cada qual a seu modo, tentativas de dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens – dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. -, desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. As relações entre arte e vida cotidiana, o rompimento das barreiras entre arte e não-arte, e a importância decisiva do espectador como parte integrante do trabalho constituem pontos centrais para parte considerável das vertentes contemporâneas: arte ambiente, arte pública, arte processual, arte conceitual, earthwork, etc.

A body art filia-se a uma subjetividade romântica, que coloca o acento no artista: sua personalidade, biografia e ato criador. Retoma também as experiências pioneiras dos surrealistas e dadaístas de uso do corpo do artista como matéria da obra. Reedita ainda certas práticas utilizadas por sociedades “primitivas”, como pinturas corporais, tatuagens e inscrições diversas sobre o corpo.

GRAFITTI e INSTALAÇÃO - por Eduardo e Emanuel

GRAFFITI

O vestígio mais fascinante deixado pelo homem através dos tempos em sua passagem pelo planeta foi, sem duvida a produção artística. Desta , a manifestação mais antiga, com certeza, foram os desenhos feitos nas paredes das cavernas. Aquelas pinturas rupestres são os primeiros exemplos de graffiti que encontramos na historia da arte. Elas representam animais, caçadores e símbolos muitos dos quais , ainda hoje , são enigmas para os arqueólogos , mas que de fato são significantes aos seres daquele contexto , como uma forma de expressão ou talvez transcrição do momento histórico. Não sabemos exatamente o que levou o homem das cavernas a fazer essas pinturas , mas o importante é que ele possuía uma linguagem simbólica própria. Nessa época os materiais utilizados eram terras de diferentes tonalidades, sucos de plantas, ossos fossilizados ou calcinados, misturados com água e gordura de animais. Hoje , usamos tintas em spray ou mesmo em latas , e não pintamos cervos e bisões , mas sim idéias , signos , que passam compor o visual urbano, talvez o contexto atual, decorrente de uma evolução, participante da arte também. Maurício Villaça , um dos precursores da arte do graffiti no Brasil , partilhava da idéia de que graffiti são também as garatujas que fazemos desde a mais tenra idade, os rabiscos e gravações feitos em bancos de praça, banheiros, até mesmo aqueles que surgem quando falamos ao telefone. Assim , também o graffitar que se difunde de forma intensa nos centros urbanos significa riscar, documentar de forma consciente ou não , fatos e situações ao longo do tempo . Diz respeito a uma necessidade humana como dançar , falar , dormir , comer , etc.É possível dissociar essa necessidades humanas da liberdade de expressão .

OS GEMEOS
Os Gêmeos são uma dupla de irmãos gêmeos idênticos grafite Os Gêmeos são uma dupla de irmãos gêmeos idênticos grafiteiros de São Paulo, nascidos em 1974, cujos nomes reais são Otávio e Gustavo Pandolfo. Formados em desenho de comunicação pela Escola Técnica Estadual Carlos dos Campos, começaram a pintar grafites em 1987 no bairro em que cresceram, o Cambuci, e gradualmente tornaram-se uma das influências mais importantes na cena paulistana, ajudando a definir um estilo brasileiro de grafite.Os trabalhos da dupla estão presentes em diferentes cidades dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Cuba, entre outros países. Os temas vão de retratos de família à crítica social e política; o estilo formou-se tanto pelo hip hop tradicional como pela pichação. Em 22 de maio de 2008, executaram a pintura da fachada da
Tate Modern, de Londres, para a exposição Street Art, juntamente com o grafiteiro brasileiro Nunca, o grupo Faile, de Nova York; JR, de Paris; Blu, da Itália; e Sixeart, de Barcelona.


INSTALAÇÃO
Instalação artistica é uma manifestação artística onde a obra é composta de elementos organizados em um ambiente fechado. A disposição de elementos no espaço tem a intenção de criar uma relação com o espectador.E uma obra de arte que so "existe" na hora da exposiçao, e montada, e apos e desmontada, sendo que de lembrança da mesma so ficam fotos.Uma das possibilidades da instalação é provocar sensações: frio, calor, odores, som ou coisas que simplesmente chamem a atenção do público ao redor.
DIANA GALICCHIO DOMINGUES
É professora titular do Departamento de Artes da Universidade de Caxias do Sul. Na direção do grupo de pesquisa Novas Tecnologias nas Artes Visuais, desenvolve a pesquisa Arte, Tecnologia e Comunicação: Poéticas, Nós e Interações, em ação que integra as áreas de artes, informática e automação industrial. Doutorada em comunicação e semiótica pela PUC/SP, com mestrado em artes pela ECA/USP. Artista multimídia, explora a criação com recursos computacionais e multimídia, com tratamento e geração de imagens, instalações interativas com dispositivos de aquisição e comunicação de dados em ambientes sensoriados, redes neurais, entre outros sistemas. Participa de importantes eventos internacionais (Isea, Artmedia, Ars Electronica, etc.). Em 1995, organizou, no Memorial da América Latina e no MAC/USP, a importante conferência-evento Arte no Século XXI: a Humanização das Tecnologias.

(Santa Ceia)

HAPPENING e ARTE CINÉTICA - por Alison, Gabriel e Nicolas

HAPPENING
O happening (do inglês, acontecimento) é uma forma de expressão das artes visuais que, de certa maneira, apresenta características das artes cênicas. Neste tipo de obra, quase sempre planejada, incorpora-se algum elemento de espontaniedade ou improvisação, que nunca se repete da mesma maneira a cada nova apresentação. Apesar de ser definida por alguns historiadores como um sinônimo de performance, o happening é diferente porque, além do aspecto de imprevisibilidade, geralmente envolve a participação direta ou indireta do público espectador. Para o compositor John Cage, os happenings eram "eventos teatrais espontâneos e sem trama". O termo happening, como categoria artística, foi utilizado pela primeira vez pelo artista Allan Kaprow, em 1959. Como evento artístico, acontecia em ambientes diversos, geralmente fora de museus e galerias, nunca preparados previamente para esse fim.
Na pop art, artistas como Kaprow e Jim Dine, programavam happennings com o intuito de "tirar a arte das telas e trazê-la para a vida". Robert Rauschenberg, em Spring Training (do inglês, Treino de Primavera), alugou trinta tartarugas para soltá-las sobre um palco escuro, com lanternas presas nos cascos. Enquanto as tartarugas emitiam luzes em direções aleatórias, o artista perambulava entre elas vestindo calças de jóquei. No final, sobre pernas-de-pau, Rauschenberg jogou água em um balde de gelo seco preso a sua cintura, levantando nuvens de vapor ao seu redor. Ao terminar o happening, o artista afirmou: "As tartarugas foram verdadeiras artistas, não foi?"
Em 2007, o Happening, não é ainda uma ferramenta extinta. Como tal, em Portugal, artistas como Miguel Palma que transporta portfólio e currículo provocatório, ou mesmo Francisco Eduardo reivindicando a "também autoria" de todas as exposições da rua miguel bombarda do Porto, levando a mãe a defender o seu trabalho e vestindo-se a rigor com mais 6 pessoas para almoçar na Desportiva com o Director do Museu de Serralves João Fernandes, após um meinho com este último ao meio. Movimento apelidado pelos autores de Projecto Individual, criou uma visibilidade muito própria e tem sido um foco de relativa importância para o meio artístico Portuense.
ARTE CINÉTICA
A procura da representação do movimento é uma das constantes presentes ao longo de toda a história da arte. A possibilidade de uma arte em que o movimento fosse o próprio movimento havia sido já intuída e desenvolvida nos primeiros anos do século XX por alguns construtivistas, futuristas, dadaístas, e por escultores como Moholy-Nagy e Calder. O Cinetismo, termo sinônimo de movimento e importado da física e da química, afirmou-se como corrente artística autônoma em Paris, nos anos 50. Os meios de expressão deste movimento são inúmeros. Se Vasarely descobre o movimento através da ilusão óptica no campo da pintura, já Tinguely procura na máquina a expressão máxima deste movimento, dentro de uma poética apologista da estética industrial. Com as suas Meta-Matic, Tinguely fez do movimento um princípio de desconstrução irónica da máquina. Nas suas composições mecânicas, este artista entendia o movimento numa dupla vertente: este não só animava o objeto, mas também lhe conferia uma existência. Como seres vivos, as suas máquinas em movimento causavam medo, espanto ou despertavam a admiração no espectador. São máquinas inúteis, absurdas, que proferem movimentos desajeitados, que desenham ou mesmo cometem suicídio, ao se autodestruir numa apresentação no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, em 1960. Outra vertente da Arte Cinética é desenvolvida pelo escultor Nicolas Schöfer. Este artista conjugava simultaneamente o espaço, a luz e o tempo para chegar a uma expressão artística mais completa. Nas suas obras "luminodinâmicas", as construções espaciais eram animadas pela introdução da luz artificial e do factor tempo programado. Na obra mais famosa deste autor, "Prisma", uma projecção animada de luzes coloridas compõe-se em inúmeros efeitos caleidoscópicos.

JULIAN BEEVER - Grafitti com Giz Pastel!

Pode não ser um "rosto familiar", mas APOSTO que todos vocês já viram ao menos uma das obras feitas por este verdadeiro GÊNIO DA ILUSÃO ÓPTICA.
O trabalho feito por Beever se encaixa em algumas linguagens artísticas contemporâneas já estudadas em sala de aula, como: Graffiti, Intervenção Urbana...
Estas obras são feitas com GIZ PASTEL.
Sei que estão acostumados com o giz que pegam da minha caixinha ¬¬ ou o giz de cera...
O Giz Pastel segue a mesma linha, e oferece duas opções:
Giz Pastel SECO - possui uma pigmentação mais intensa que o giz de cera e é mais poroso que o giz de quadro negro.
Giz Pastel OLEOSO - semelhante ao giz de cera, porém, é mais macio e a pigmentação também é mais intensa...podendo ser diluído em "terebintina", que o deixa parecendo uma tinta a óleo.

Bem, voltando a falar do trabalho que o Julian Beever faz, acho interessante e necessário dividir com vocês um segredinho...
Por se tratar de ilusão visual, ela não "funciona" de qualquer jeito. Na verdade, é pura técnica de desenho aplicada com muito humor e criatividade.
Para podermos enxergar o resultado pretendido por Beever, precisamos estar no local certo para que a imagem não pareça estar "distorcida", como podemos ver nos exemplos abaixo:
E já que estou neste momento "Mr. M", vou postar aqui um vídeo que mostra o processo de criação desta obra...
Ah, esqueci de dizer. Ele ADORA sair nas fotos junto com suas obras...